Nascido em Taipas, Tocantins, e morador do Rio de Janeiro há mais de uma década. Trabalhador que viveu na pele a exaustão da escala 6x1, Rick transformou sua indignação em movimento, em candidatura e em mandato. Hoje, leva a voz dos trabalhadores para dentro da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Ações concretas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras.
Proíbe a escala 6x1 nas contratações feitas pela Prefeitura do Rio, estabelecendo uma jornada de 36 horas em 4 dias (escala 4x3). Inclui mecanismos de fiscalização e sanções para garantir cumprimento.
Institui como atividade extracurricular o ensino de direitos e obrigações trabalhistas nas escolas da rede pública, preparando jovens para o mercado de trabalho de forma consciente.
Proíbe o município de contratar pessoas físicas ou jurídicas condenadas por reduzir trabalhadores a condições análogas à escravidão. Reafirma o compromisso do Rio com os direitos humanos e o trabalho digno.
Primeira audiência pública presidida por Rick na comissão, com o tema central: "A vida não cabe em um dia". Marco simbólico e político do mandato, reunindo trabalhadores, especialistas e movimentos sociais.
A comissão debateu a relação entre mobilidade urbana, tempo de deslocamento e qualidade de vida dos trabalhadores cariocas — tema que afeta diretamente quem vive longe dos centros de emprego.
Iniciativa que leva serviços públicos, informação e orientação jurídico-trabalhista diretamente à população nas praças e espaços públicos do Rio de Janeiro, aproximando o mandato da base.
Rick Azevedo articulou o debate sobre a escala 6x1 que resultou em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), apoiada por quase 3 milhões de assinaturas em petição pública — tornando a pauta do VAT uma das mais discutidas em todo o Brasil.
De Taipas do Tocantins ao Palácio Pedro Ernesto. Uma história de trabalho, resistência e transformação.
Ricardo Cardoso Azevedo, mais conhecido como Rick Azevedo, nasceu em Taipas do Tocantins, no estado do Tocantins. De origem humilde, desde cedo conheceu a realidade do trabalho pesado como forma de construir o próprio futuro.
Rick chega ao Rio de Janeiro, onde mora há mais de uma década. Na cidade, passa por diversas funções: auxiliar de serviços gerais, vendedor, frentista, atendente de academia e curso de idiomas — sempre sob regimes de trabalho intensos e pouco remunerados.
Trabalhou como balconista e operador de caixa de farmácia, cumprindo jornadas de até 44 horas semanais na escala 6x1. Foi nessa experiência que Rick sentiu na pele o esgotamento físico e mental causado pela escala — semente do que se tornaria um movimento nacional.
Em 13 de setembro de 2023, Rick publica um vídeo no TikTok criticando a jornada 6x1 e comparando-a a uma forma de escravidão moderna. O vídeo viraliza com mais de 500 mil visualizações e 60 mil curtidas — e muda sua vida para sempre.
Funda o Movimento VAT (Vida Além do Trabalho), inicialmente organizado via grupos de WhatsApp. O movimento cresce rapidamente e reúne mais de 1,3 milhão de assinaturas em petição pública pelo fim da escala 6x1, conquistando aliados em todo o país, incluindo a deputada Erika Hilton.
É eleito vereador do Rio de Janeiro com 29.364 votos — 12º mais votado da cidade e o mais votado do PSOL, com um dos menores investimentos de campanha do partido. Recebe o Diploma Abdias Nascimento da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) por sua trajetória de luta pelos direitos trabalhistas.
Assume o mandato e imediatamente protocola seu primeiro Projeto de Lei, proibindo a escala 6x1 nas contratações da administração pública municipal do Rio. É nomeado presidente da Comissão de Trabalho e Emprego da Câmara Municipal.
"Rick Azevedo não apenas lidera o movimento VAT, como também viveu cotidianamente o sofrimento de exercer atividades laborais mediante esta carga de horário precarizada. Seu descontentamento, coragem e articulações para travar esta luta tornaram o assunto um dos temas mais debatidos por toda a sociedade civil brasileira."
— ALERJ, Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro
"Nascido no interior de Tocantins, sempre trabalhei para sustentar meus sonhos. O papel de influenciador me permitiu abrir diálogos, mas o mandato é onde posso propor mudanças estruturais."
— Rick Azevedo, vereador
Vida Além do Trabalho — o movimento que saiu do TikTok e chegou ao Congresso Nacional.
O Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) nasceu de um vídeo publicado por Rick Azevedo no TikTok em setembro de 2023 — um desabafo sobre a exaustão da escala 6x1 que ressoou com milhões de brasileiros.
O movimento defende que a vida dos trabalhadores vale mais do que um dia de folga por semana. A escala 6x1 — seis dias trabalhados para um de descanso — é apontada como insustentável para a saúde física, mental e social dos trabalhadores.
O VAT se mantém independente e pretende ser um espaço permanente de pressão popular e proposta política. Com a eleição de Rick para a Câmara Municipal do Rio, o movimento ganhou um representante institucional — mas continua sendo um movimento de base.
"Queremos criar um espaço permanente na Câmara para discutir as condições de trabalho e garantir que as pautas do VAT não sejam apenas momentâneas, mas parte de um projeto duradouro de respeito e valorização do trabalhador."
A principal bandeira: acabar com a jornada de seis dias de trabalho para um de folga, substituindo por modelos mais humanos como a escala 4x3 ou a semana de 4 dias.
A escala 6x1 é denunciada como "desumana e prejudicial à saúde física e mental". O VAT coloca no centro o bem-estar das pessoas e não apenas a produtividade econômica.
Transformar indignação em legislação. O movimento nasceu nas redes sociais, mas seu objetivo sempre foi chegar a projetos de lei, emendas constitucionais e políticas públicas reais.
O VAT se mantém independente de partidos e governos. Surgiu como movimento de base, organizado horizontalmente, e pretende permanecer assim — pressionando de fora e de dentro das instituições.
A mobilização iniciada pelo VAT levou a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) a apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição para proibir a escala 6x1 em todo o Brasil — um marco histórico para o movimento trabalhador brasileiro.